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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Filha denuncia advogado por abuso sexual em Bauru, SP Jovem contou ter sofrido abusos entre os 8 e 16 anos. Cunhada e sobrinha do suspeito também o denunciaram.


Uma estudante de direito de 18 anos denunciou o próprio pai por abuso sexual em Bauru, no interior de São Paulo. A jovem é a filha mais velha de uma família de classe média alta da cidade, e contou que foi abusada pelo pai dos 8 aos 16 anos. O suspeito é advogado e já fez parte da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
“Com 18 anos eu sei muito bem dos meus direitos. Eu sei que o que ele fez é errado. Eu não quero ser igual à minha mãe e fingir que nada aconteceu. Eu quero tomar uma atitude, ser honesta comigo mesma, mostrar para todos quem ele é. Ele não é perfeito, é um monstro, pedófilo. Quem faz esse tipo de coisa não é pai, é um monstro. Eu tenho nojo dele”, relatou a jovem ao Jornal Hoje.
Ela disse que pediu ajuda para a mãe, mas não foi atendida. “Com uns 11 anos eu contei para minha mãe, contei tudo o que acontecia, ela simplesmente falou que ia conversar com ele para dar uma chance”, afirmou.
O advogado Sandro Luiz Fernandes, de 45 anos, atualmente responde pelo departamento jurídico do Sindicato dos Bancários e dos Servidores Públicos Municipais na região de Bauru.
O abuso contra a filha não é o único caso na família de Fernandes. Uma sobrinha, atualmente com 13 anos, e uma cunhada, de 18 anos, também o acusam de abusos durante a infância.
Os casos vieram à tona depois que as três vítimas ficaram sabendo que tinham sofrido os mesmos abusos. Com base nos depoimentos das vítimas foi pedida a prisão temporária do advogado. A delegada responsável também solicitou uma medida protetiva para afastar o suspeito da filha. O pedido de prisão foi negado pela Justiça, mas o juiz determinou que o advogado fique no mínimo a 100 metros de distância da filha de 18 anos. Também foi determinada a busca e apreensão de computadores e outros objetos na casa dele.
O defensor de Fernandes disse que o cliente tomou conhecimento das acusações durante uma viagem ao exterior e que vai se apresentar e prestar todos os esclarecimentos. “Ele está à disposição da Justiça para esclarecer esse infeliz ocorrido”, afirmou o advogado Hélio Marcos Pereira Júnior.
Na manhã desta quarta-feira (28), a delegada que investiga o caso resolveu ouvir o depoimento do filho mais novo do suspeito, um menino de 9 anos que também teria sofrido abusos do pai. Diante de mais essa suspeita, a polícia poderá pedir novamente a prisão temporária do advogado.

Polícia investiga morte de mineira nos Estados Unidos Segundo a polícia, ex-marido é suspeito crime. Itamaraty informou que consulado já abriu processo para traslado do corpo.


A polícia investiga a morte de uma mineira nos Estados Unidos. Ela é da cidade de Frei Inocêncio, na Região Leste de Minas Gerais. Patrícia Fróes foi morta a facadas no prédio onde morava na cidade de Marshfield, no estado de Massachusetts, quando voltava de uma festa nesta segunda-feira (26). De acordo com a polícia, o ex-marido da vítima, que também é de Minas Gerais, é suspeito do crime.
De acordo com a mãe da vítima, Roseli Fróes, o ex-marido da filha nunca aceitou o término do relacionamento. “Ele ameaçou ela [Patrícia Fróes] e falou que o dinheiro que ele estava devendo para ela não iria pagar, ia comprar um revólver e dar um tiro na cabeça dela”, disse.
O corpo foi encontrado pela polícia no corredor do prédio. A mãe do suspeito, Carmem Machado, informou que o filho foi localizado pela polícia e levado para um hospital, porque teria tentado se matar. Ainda segundo ela, o filho não aceitava o fim do relacionamento e permanece internado.
A assessoria de imprensa do Itamaraty informou que o Consulado do Brasil em Boston abriu um processo para realizar o traslado do corpo e tomar outras providências.

Bebê chinês passa por cirurgia após cravar carregador de celular na cabeça Menino cravou dispositivo na cabeça após cair da cama. Carregador foi retirado após uma cirurgia de quatro horas.


Um bebê de um ano passou por uma cirurgia depois que cravou um carregador de celular na parte de trás de sua cabeça. O acidente ocorreu após o menino cair da cama. Os médicos removeram o dispositivo após uma cirurgia de quatro horas, segundo o jornal inglês "The Sun".
Bebê passou por cirurgia após cravar carregador de celular na cabeça. (Foto: Reprodução)Bebê passou por cirurgia após cravar carregador de celular na cabeça. (Foto: Reprodução)


















Os médicos tiveram que desmontar o aparelho e deixar apenas as duas pequenas hastes de metal. O menino passou pela operação em um hospital de Quingyuan. O caso surpreendeu o cirurgião Li Guofeng. "É a primeira vez que encontramos um caso assim", disse ele.

MEC começa a distribuir os cartões de confirmação do Enem 2011 Segundo o ministério, entrega será feita até 14 de outubro. Os candidatos que não receberem o cartão poderão imprimi-lo no site.

A quatro semanas do Enem 2011, o Ministério da Educação iniciou por meio dos Correios a entrega dos cartões de confirmação aos 5,3 milhões de candidatos inscritos. O prazo para finalização da entrega é 14 de outubro e os primeiros estados a receber os cartões são Espírito Santo e Minas Gerais.

Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pequisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o procedimento está ocorrendo dentro do cronograma e não foi prejudicado pela greve dos Correios.
O cartão de confirmação indica o local da prova de cada candidato e deve ser apresentado nos dois dias do exame, em 22 e 23 de outubro. Além do cartão, estudantes devem portar um documento de identificação com foto.

De acordo com o Inep, a partir de 14 de outubro, os candidatos que não tiveram os documentos entregues em casa podem acessar o site do Enem e imprimir seu cartão.

Provas
Já a distribuição das provas aos estados foi iniciada pelo MEC no início do mês. O envio segue um esquema de segurança criado pelo Governo Federal na tentativa de evitar fraudes. As provas estão sendo guardadas em unidades regionais do Exército.

Embora o Inep não revele informações sobre o esquema, alegando que se trata de “uma questão operacional de total sigilo”, na Paraíba, por exemplo, o Exército confirmou que a maior parte das 50 caixas de provas estão guardadas nas instalações do 15º Batalhão de Infantaria Motorizado, instalado no bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa.

Algumas caixas foram levadas para Campina Grande, onde também estão sendo guardadas em uma unidade militar.

No total, 123.820 pessoas se inscreveram para participar do exame no estado.
 

Pai de aluno que se matou diz que pressa o fez deixar arma carregada Guarda-civil prestou depoimento em São Caetano do Sul nesta quarta. Segundo delegada, ele chorou muito; menino também atirou em professora.


O guarda-civil Milton Evangelista Nogueira, pai do menino Davi Mota Nogueira, de 10 anos, que atirou contra uma professora e em seguida se matou dentro de uma escola em São Caetano do Sul, no ABC, disse nesta quarta-feira (28) em depoimento à polícia que deixou a arma usada pelo filho carregada em casa pois estava com pressa. O guarda afirmou que sempre guardava a arma sem munição, mas que naquele dia a esqueceu com as balas. A arma estava sobre um armário e foi usada pelo menino para atirar na professora Rosileide Queiroz de Oliveira e em seguida em si mesmo.
Milton, a mulher, Elenice Mota Nogueira, 38 anos, e o outro filho do casal, de 14 anos, entraram no 3º Distrito Policial da cidade junto com a delegada titular, Lucy Fernandes, por volta das 9h30. De acordo com a delegada, o depoimento do pai, o primeiro a falar, durou cerca de duas horas. Ele chorou muito e se mostrou inconformado com o ocorrido.
O guarda-civil contou que logo que se lembrou que havia deixado a arma carrega foi procurá-la e não a encontrou. Ele perguntou à mulher, que disse não ter mexido no armário. Em seguida, o pai foi até a escola falar com os filhos – os dois negaram que estivessem com a arma.
O pai pode ser responsabilizado por negligência por não ter impedido o filho de pegar o revólver calibre 38 que guardada em casa. Por volta das 13h, os pais e o irmão de Davi saíram do DP sem falar com a imprensa.
Entre as hipóteses consideradas pela polícia para explicar o crime estão bullying e disparo acidental. A polícia também investiga se o garoto quis se vingar da professora porque não gostava dela ou por sofrer humilhações, ou se teria tentado dar um susto em Rosileide e se matou com medo das consequências após feri-la.
Professora
A professora Rosileide afirmou nunca ter tido qualquer problema com Davi, segundo disseram seus parentes ao G1. Ela deve passar por uma nova cirurgia nesta quarta-feira (28), segundo informou a assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas de São Paulo, onde ela está internada. Quando foi atingida no quadril pelo disparo, ela caiu e fraturou a patela do joelho, que foi imobilizada no dia e agora terá de ser fixada. Rosileide está em observação num quarto do hospital. Ela se recupera da cirurgia que retirou a bala que a feriu.
A delegada Lucy pretende ouvir o depoimento de Rosileide a partir das 10h de quinta-feira (29) no hospital.
Alunos soltaram balões brancos em escola do ABC (Foto: Adriano Lima/Foto Arena/AE)Alunos soltaram balões brancos em escola do ABC em homenagem a professora e a aluno (Foto: Adriano Lima/Foto Arena/AE)

Volta às aulas 
Alunos da Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão soltaram balões brancos no colégio na manhã desta quarta em homenagem ao aluno e à professora. As aulas foram suspensas após o crime e retomadas nesta manhã. Os portões da unidade de ensino foram abertos às 7h. Os alunos usavam camisetas brancas e seguravam rosas e balões da mesma cor. Os estudantes combinaram um ato silencioso simbólico pela internet, por meio das redes sociais como o Facebook.
Poucos alunos foram à escola acompanhados dos pais nesta manhã. Os estudantes diziam estar abalados emocionalmente em retornar ao local da tragédia. Outros afirmaram ter medo de passar pela sala, corredor e escada onde ocorreu o crime.
Psicólogos vão ficar na escola por tempo indeterminado, até quando a presença deles for considerada necessária para dar apoio aos alunos e funcionários do colégio.

Governo quer suspender comercial de lingerie com Gisele Bündchen Secretaria diz que recebeu seis reclamações contra a campanha da Hope. Vídeos mostram a modelo usando a sensualidade para resolver problemas.


Propaganda da marca de lingeries Hope, com Gisele Bündchen (Foto: Reprodução)Propaganda da marca de lingeries Hope, com
Gisele Bündchen (Foto: Reprodução)
A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República enviou nesta terça-feira (27) um ofício ao Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária (Conar) pedindo a suspensão de uma campanha da fabricante de roupas íntimas Hope, estrelada pela modelo Gisele Bündchen.


O vídeo pode ser visto no Youtube.

Os vídeos da campanha, chamada “Hope Ensina”, mostram a modelo contando ao marido que bateu seu carro e estourou o limite do cartão de crédito. Primeiro, Gisele revela os problemas vestida com roupa e, na sequência, apenas de lingerie. A propaganda diz que a primeira maneira é errada e, a segunda, a correta. E incentiva as brasileiras a usar seu charme.

“‘Hope ensina’ é a campanha da empresa que ‘ensina’ como a sensualidade pode deixar qualquer homem ‘derretido’. Nela, a modelo Gisele Bundchen estimula as mulheres brasileiras a fazerem uso de seu 'charme' (exposição do corpo e insinuações) para amenizar possíveis reações de seus companheiros frente a incidentes do cotidiano”, diz nota divulgada pela SPM.
A secretaria afirma que sua ouvidoria recebeu seis reclamações de pessoas “indignadas” com a propaganda desde o dia 20, quando ela foi ao ar. Além do ofício ao Conar, a SPM também enviou documento ao diretor da Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, “manifestando repúdio à campanha.”

“A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas. Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os artigos 1° e 5° da Constituição Federal”, completa a nota da SPM.
O Conar, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que poderá dar uma resposta sobre o ofício da SPM somente no início da tarde.
HopePor meio de nota, a Hope disse que a propaganda teve o objetivo de mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia e que, utilizando uma lingerie Hope, seu poder de convencimento seria ainda maior.
"Os exemplos nunca tiveram a intenção de parecer sexistas, mas sim, cotidianos de um casal. Bater o carro, extrapolar nas compras ou ter que receber uma nova pessoa em sua casa por tempo indeterminado são fatos desagradáveis que podem acontecer na vida de qualquer casal, seja o agente da ação homem ou mulher", disse a nota.



Começa o segundo dia do julgamento de Murray pela morte de Michael Jackson Hoje serão ouvidas diversas testemunhas. Entre eles, os paramédicos que tentaram socorrer o popstar na manhã de 25 de junho de 2009.


TMZ/-Reprodução

Conrad Murray no segundo dia de julgamento

O julgamento de Conrad Murray pela morte de Michael Jackson recomeçou no início da tarde de quarta, 28, em Los Angeles. O médico de 58 anos é acusado de homicídio culposo - quando não há intenção de matar - pela promotoria. Se condenado, pode enfrentar uma pena de até quatro anos de prisão.

Hoje serão ouvidas diversas testemunhas-chave. Entre eles, os paramédicos que tentaram socorrer o popstar na manhã de 25 de junho de 2009. 

Assim como no primeiro dia, a família Jackson apareceu em peso. Os fãs também estiveram na porta e, empunhando cartazes, gritavam: "Justiça para Michael".   

Primeira testemunha do dia: Paul Gongrave, produtor de 'This is it'
Paul Gongaware, produtor da turnê "This is it", foi o primeiro a testemunhar nesta quarta, 27. Ele, que já tinha começado a depor no primeiro dia, falou sobre a saúde de Michael Jackson, a relação entre o médico e o paciente e o salário pago a Dr. Murray.

TMZ/. Reprodução

Paul Gongrave, produtor de 'This is It': ele contratou os serviços de Murray a pedido de Michael

Ao ser indagado pela promotoria se Michael estava drogado durante os ensaios da turnê "This is it, Gongrave falou: "Não disse que ele estava intoxicado, disse que ele estava mais lento."   

Já a defesa tentou provar que ter um médico numa turnê era algo comum e que foi ideia do próprio Michael ter Conrad Murray na turnê. "Michael disse que seu corpo era uma máquina e que nós tínhamos que botar essa máquina para funcionar", disse o produtor. 

O valor pedido por Doutor Murray para cuidar de Michael por um ano na turnê "This is it" também foi debatido. Segundo Gongaware, o primeiro valor pedido pelo cardiologista - 5 milhões de dólares - era irreal e "muito alto" e que o acordo acabou ficando em 150 mil. 


TMZ /-Reprodução

A advogada da AEG Kathy Lorrie: responsável pelo contrato entre Michael e Murray

Segunda testemunha: Kathy Lorrie, advogada da AEG
Kathy Jorrie, a advogada da AEG, foi a segunda a testemunhar nesta quarta. Ela foi responsável pelo contrato de serviço feito entre Michael e Conrad Murray.

Segundo Kathy, Murray pediu algumas mudanças no contrato que tinha com MJ. "AEG forneceria uma enfermeira, mas doutor Murray pediu pra mudar. Ao invés de uma enfermeira, queria um médico-assistente. Eu perguntei: 'por quê?' Ele disse que se ele tivesse cansado, queria ter certeza que tinha alguém pra ser seu assistente."

Ainda de acordo com Jorrie, Conrad atestou diversas vezes que "Michael estava perfeitamente saudável, para que eu não me preocupasse, que ele estava ótimo". Apesar disso, Murray também pediu uma máquina de ressuscitação para "ter certeza que a máquina não ia faltar". 


Reuters/-

Katherine e Joe Jackson

PRIMEIRO DIA  
Na abertura do julgamento de Conrad Murray foram ouvidos os argumentos da promotoria, da defesa e duas testemunhas, o coreógrafo e diretor da turnê "This is It", Kenny Ortega, e o produtor Paul Gongaware. 

Argumentos da promotoria: 'Incompetência e negliência' de Murray na overdose por propofol 
A sessão desta terça foi aberta com os argumentos do promotor David Walgren. Na tese da promotoria, Michael Jackson morreu por uma overdose de propofol, um forte anestésico, ministrado pelo Doutor Conrad Murray em 25 de junho de 2009. A promotoria quer provar que Murray agiu com "incompetência e negligência" no caso. 

Para provar a fragilidade de Michael, a promotoria exibiu uma gravação até então inédita, feita pelo próprio celular de Murray, da voz de Michael Jackson falando sobre a turnê "This is it" sob "efeito de substâncias desconhecidas", mas audivelmente desorientado. "Nós temos que ser fenomenais. Quando as pessoas deixarem este show, queremos que eles digam: 'Nunca vi nada como isso. Ele é o maior artista do mundo'", dizia Michael, com uma voz fraca e confusa, na gravação. 

O promotor acusou Murray de abandono, já que o médico deixou Jackson sem supervisão durante alguns minutos, e disse ainda que os dois não mantinham uma relação médico-paciente e sim de empregado-empregador: "O dr. Murray agiu de maneira muito negligente e não trabalhava pensando no que era melhor para Michael Jackson. Ele trabalhava por US$150 mil por mês.” Além disso, a promotoria declarou que Murray não teria dito aos médicos da emergência que tinha administrado propofol no cantor. 

Argumento da defesa: Michael provocou a própria morte Segundo o advogado Ed Chernoff, o próprio popstar tomou pílulas de Lorazepam e autoinjetou uma enorme dose do anestésico propofol, causando a overdose e, consequentemente, a morte. 

- Michael Jackson estava frustado porque seu médico não lhe deu o remédio que ele queria. Ele agiu de maneira que causou sua própria morte. Nossas provas mostrarão isso. Michael tomou 8mg de lorazepan. Os especialistas mostrarão que isso é o suficiente para colocar seis de vocês para dormir. 

E prosseguiu: 

- Michael administrou uma dose de propofol sozinho quando Murray deixou o quarto. Somado ao lorazepan, isso criou uma tempestade que causou sua morte. Quando Murray voltou, não adiantava fazer CPR. Ele morreu tão rapidamente que seus olhos ainda estavam abertos.

Ainda segundo a defesa do médico, Murray estava tentando fazer com que Michael parasse de usar propofol para dormir usando outros sedativos e por isso na noite anterior à morte do cantor o anestésico não foi administrado. Segundo Chernoff, a situação do cantor era tão grave cinco dias antes de sua morte que representante da AEG, empresa responsável pela turnê "This is It", fizeram uma reunião na casa do cantor e consideraram cancelarem os shows. Depois dessa reunião, Jackson teria deixado claro para Murray que precisava do remédio para dormir ou a turnê não aconteceria. O médico chorou em determinado momento do discurso de seu advogado. 

Primeiras Testemunhas Durante o testemunho, Kenny revelou que no fim do mês de junho de 2009, Michael começou a faltar alguns ensaios e que no dia 19 de junho apareceu doente. "Ele não estava bem, parecia perdido e estava incoerente". Ainda segundo Ortega, ele se sentou com Michael para observar o ensaio e o cobriu com uma manta. "Trouxe comida e massagiei seus pés. Neste dia, ele deixou o ensaio mais cedo." 

Em email enviado ao CEO da AEG, empresa responsável pela turnê, Ortega demonstrou sua preocupação com o estado de saúde do cantor. No documento, Ortega diz achar necessário que Michael tivesse acompanhamento de um terapeuta e que os figurinistas repararam que o cantor tinha perdido peso. Além disso, Conrad Murray é mencionado: "Tentei entrar em contato com o médico dele, mas não consegui."

A segunda testemunha chamada para depor foi o produtor Paul Gongaware. Segundo ele, os ingressos para os dez primeiros shows foram vendidos em poucos minutos, e Michael queria adicionar mais 21, somando um total de 31 apresentações. Paul disse ainda que Michael queria que Murray fosse seu médico durante a turnê e que chegou a oferecer US$1,5 milhão para que Murray fechasse o contrato e viajasse com ele.